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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

MUSA - THE WARRIOR

Nome: Musa - The Warrior

Diretor: Kim Seong-su
Roteiro: Kim Seong-su
Elenco: Jeong Woo-seong, Ahn Seong-gi, Joo Jin-mo, Zhang Ziyi
Ano: 2001
Duração: 154 minutos
Idioma: Coreano
País: Coréia do Sul
Gênero: Ação
Sinopse: China, 1375. Uma delegação coreana, liderada pelo general “Choi Jung” (Joo Jin-mo) vai ao encontro do imperador Ming, tendo em vista reatar conversações acerca de paz e sanar um mal-entendido que levou à morte de um enviado chinês ao reino da Coreia. Os chineses prendem a embaixada coreana e enviam-nos para o exílio num deserto hostil. Os coreanos acabam por se libertar, devido a um ataque de soldados mongóis da dinastia Yuan que mata todos os soldados Ming que serviam de escolta. Decidem então encarar um penoso retorno a casa, atravessando as infindáveis areias escaldantes.


Trailer:




Um filme épico repleto de ação e pouco envolvimento.
 
Como a própria sinopse diz, os coreanos ficam atolados na lama com menos de 10 minutos de filme. E assim ficarão pelas próximas e longas 2 horas e meia.

“Musa” é simples de entender e de se seguir. Temos os guerreiros colocados em uma situação de vida ou morte, em terreno hostil e um objetivo em comum: Voltar para casa com dois braços, duas pernas e com o pescoço intacto. Mas como sabemos, nunca é tão fácil assim em filmes de proporções épicas e históricas, ainda mais em um filme coreano, onde a desgraça é o “felizes para sempre”.


Pois bem, temos exércitos, armaduras, espadas, matanças de tudo quanto é tipo e uma bela princesa trabalhando como paisagem no meio de tudo isso. Personagens reclamam, gritam, matam, se desesperam, morrem, sobrevivem e até pode-se dizer que se apaixonam. E sabe o pior disso tudo? Nós simplesmente não nos importamos com nenhum deles.  Não há empatia entre público e protagonistas. O general não é legal e nem chato, apenas está lá porque tem que ter alguém com uma armadura mais estilosa. O velho sábio e arqueiro “rouba” a liderança sabe-se lá porque, já que em termos de liderança não fazia nada demais também. E o que dizer do escravo recém liberto? Aquele que deveria ser o verdadeiro protagonista da história? Ficou o filme inteiro querendo fugir da câmera, mais distante que ele só a princesa chinesa, que tem duas falas e o resto do filme é ela encarando todo mundo enquanto faz cara de dor de barriga.

Na boa? As lutas são brutais, o cenário é bom e a expectativa de melhorar é sempre frustrada pela falta de profundidade nos personagens. Se nem os protagonistas são desenvolvidos, imagina então os coadjuvantes? Um desperdício de alguns atores talentosos e a oportunidade de um épico de guerra inesquecível. 

Se tivessem um ator mais carismático no papel principal, quem sabe não melhoraria um pouquinho? Porque esse Jeong Woo-seong brinca de ser nulo. Mais uma atuação sem sal para a lista do rapaz. Dessa vez não tinha um Song Kang-ho ou um Lee Byeong-Heon para salvar a pele dele.
É triste quando tanto potencial é jogado pelo ralo por causa de detalhes importantes que foram feitos nas coxas.